Com qual idade pode alisar o cabelo

Existe uma idade mínima para fazer tratamento capilar?

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Quando observamos o comportamento em relação à vaidade, no dias atuais, notamos que ele não é restrito ao universo adulto. O número de crianças e adolescentes preocupados com a aparência parece crescer ano a ano.

Diante desse fato, surge uma grande preocupação dos pais e dos profissionais voltados para a beleza dos cabelos: qual é a idade certa para iniciar um tratamento capilar?

Se você tem essa dúvida, este post surgiu para ajudá-lo a entender os cuidados que devem ser observados quando o assunto são os fios dos mais jovens. Acompanhe!

O cabelo infantil é diferente do cabelo de adulto?

Muitas pessoas, por falta de conhecimento, pensam que o cabelo, por ter a sua extensão externa ao corpo, pode ser modificado sem preocupações, independentemente da idade da pessoa. Mas esse é um engano muito sério!

É preciso entender que, antes da puberdade, o corpo está formando as suas características, em um processo de constante transformação. Por isso, os fios nessa fase possuem uma estrutura diferente dos de um adulto, necessitando de cuidados pensados para eles.

Com que idade os cabelos podem ser alisados?

É importante esclarecer que, quando falamos em química capilar, não são somente os fios que estão em questão. Os produtos utilizados podem afetar o couro cabeludo, a pele e, dependendo da formulação, até mesmo o sistema respiratório, causando alergias ou problemas mais sérios.

Por mais que não exista uma legislação especificando a idade, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não indica os produtos alisantes para o público infantil, uma vez que eles não foram pensados nem testados para essa finalidade.

Em vez disso, é recomendado que os pais utilizem outras alternativas, como cremes anti-frizz ou de redução do volume, sem químicas transformadoras.

E, mesmo na idade adulta, é importante tomar cuidado com o tipo de química utilizada na formulação, para que esteja dentro dos parâmetros definidos pela Anvisa, sem comprometer a segurança do cliente e do profissional que fará a aplicação.

Qual é a idade recomendada para aplicação de coloração capilar?

Uma das modificações mais requisitadas pelos jovens é a coloração dos fios. E não é um desejo restrito às meninas. Os meninos também estão atentos ao estilo moderno, com mechas e tonalização dos cabelos.

Embora pareça ser simples e seguro, submeter as crianças ao processo de coloração não deve ser realizado sem autorização profissional e de forma muito segura. Alguns profissionais recomendam, inclusive, que os pais não permitam tintura em menores de 15 anos, evitando possíveis problemas, como alergias ou irritações.

O que acontece é que a criança, diferentemente do adulto, não tem produção sebácea suficiente para proteger o couro cabeludo. Isso a torna mais vulnerável a agressões causadas pelos ativos presentes nas colorações. Os meninos, que normalmente têm o cabelo mais curto, precisam de cuidado redobrado, pois o produto atinge a raiz mais facilmente.

Que tipos de tratamento capilar são recomendados para crianças?

Há todo um cuidado que cerca o público infantil com relação aos cuidados com as madeixas. Mas a grande verdade é que eles também precisam ter os cabelos cuidados, e muito bem.

Quer saber como isso deve ser feito? Confira algumas dicas para cuidar da cabeleira sem dor de cabeça:

Cuidado diário

A hora do banho pede higienização e atenção aos cabelos. Por isso é preciso que os pais tenham cuidado na hora de escolher os produtos que ficam ao alcance dos filhos. Como, normalmente, eles não têm tanta noção do que pode ou não pode, é muito comum que façam uso do que está pela frente.

Dê preferência a xampus e condicionadores com formulação desenvolvida para o cabelo e para a pele infantil. Esses produtos têm composição mais leve. Normalmente eles possuem pH equilibrado para não causar ardência nos olhos nem agredir a estrutura capilar da criança.

Finalizadores

É muito comum que os menores tenham bastante interesse por produtos que modelam o topete, definam os cachos ou promovam efeitos divertidos. Porém, todo cuidado é pouco nesse momento.

Finalizadores como pomadas e géis também precisam ter recomendação do fabricante para uso infantil. Isso porque, para alcançarem o efeito prometido, esses produtos utilizam ativos de forte fixação.

É importante que esses produtos sejam dermatologicamente testados, evitando que ocorram irritações no couro cabeludo ou na pele do rosto da criança, partes bem mais sensíveis que nos adultos.

Para as mocinhas com cabelo cacheado, a fitagem é uma excelente alternativa para conferir um estilo moderno e disciplinado aos fios.

Acessórios térmicos

O secador e a chapinha são itens indispensáveis no dia a dia da mulher, sendo acessórios obrigatórios no salão. Mas, quando falamos no cuidado com o público kid, eles podem não ser uma boa ideia.

O profissional que realizar  tratamento em criança precisa entender o que já comentamos acima: o couro cabeludo é muito mais sensível, inclusive ao calor. Portanto, esse recurso de secagem deve ser evitado ao máximo.

A melhor alternativa a ele é um tecido de algodão, como uma camiseta limpa, que seca sem agredir ou obstruir os fios. A toalha deve ser evitada também, inclusive para os grandões.

Como controlar as crianças no cuidado com os cabelos?

Sabemos que as crianças se espelham nos adultos o tempo todo, e a tendência é repetir os mesmos hábitos deles.

Para gerenciar isso, é preciso ser criativo, para que a experiência seja divertida e sem chateações. Uma boa dica é utilizar embalagens com temáticas alinhadas ao universo deles, tornando maior o interesse em se cuidar.

Quanto aos adolescentes, que são um perfil mais difícil de convencer, é bom que os pais dialoguem sobre os impactos que um tratamento pode causar se não for feito dentro das regulamentações para salão de beleza. Quando há perigo, eles se sensibilizam mais. Explique que uma mudança de visual deve ser motivada por decisão própria, não para agradar aos amigos.

Realizar tratamento capilar, por mais que seja rotina dentro dos salões, exige perícia e cuidado. Um erro ou descuido pode acarretar problemas sérios.

Esperamos que as nossas dicas tenham esclarecido as dúvidas sobre os cuidados com a faixa etária menor.

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